Sinais de que a presidência da CBF estaria disposta a interferir na escolha do novo coordenador de seleções, que viria a substituir Edu Gaspar, estariam dificultando a decisão do técnico Tite de permanecer no comando da Seleção brasileira. O tema tem sido tratado de forma discreta na sede da entidade. Edu foi contratado pelo Arsenal, da Inglaterra.

Tite não abre mão de que o nome que viria para ser seu braço direito no grupo seja de sua total confiança, “a fim de manter o trabalho de excelência da comissão técnica’, como reiterou na noite desse domingo, duas horas depois de o Brasil ser campeão da Copa América, na vitória por 3 a 1 sobre o Peru, no Maracanã.

O técnico Tite, da Seleção brasileira
O técnico Tite, da Seleção brasileira

Foto: FáBIO BARROS/AGÊNCIA F8 / Estadão Conteúdo

Ele quer manter sua autonomia na montagem da comissão, com a reposição de três profissionais – além da vaga de Edu, há outras duas na equipe – a de Sylvinho, ex-auxiliar, e a do analista de sistemas Fernando Lázaro. Os dois também conseguiram bons contratos no exterior – no caso, o Lyon, da França -, após passagem de destaque na Seleção.

Semanas atrás, o presidente da CBF, Rogério Caboclo, indicou a seus auxiliares mais diretos que estaria disposto a ter voz ativa na substituição de Edu Gaspar. Falou disso abertamente em seu gabinete, sem ter consultado Tite. O dirigente tem simpatia pelo nome de Juninho Paulista para o cargo – hoje o ex-jogador é diretor de Desenvolvimento do Futebol da CBF.

Como as conversas ali vazam, mesmo sem escuta clandestina, Tite ficou sabendo da intenção de Caboclo e se incomodou. O técnico nem faz tanta questão assim de ser determinante na discussão de quem preencherá as funções de Sylvinho e de Lázaro. Mas, com relação ao que ficará no lugar de Edu Gaspar, não aceita negociação.

 

Por; Silvio Barsetti / Estadão Conteúdos

Foto; Reprodução Globo Esporte