Instalação de novas Varas em Comarcas da Baixada Cuiabana, ampliação de juizados especiais e defesa de ações que dão visibilidade a crianças e adolescentes abrigados em casas lares  foram algumas das sugestões apontadas pelos participantes da audiência pública  “Elaboração do Planejamento Estratégico do Poder Judiciário 2021-2026 e adoção” realizada na manhã desta terça-feira (11), no Fórum de Várzea Grande, dentro da programação da segunda edição do Judiciário em Movimento, no Polo de Cuiabá e região.

O Tribunal do Júri do Fórum, com capacidade para 200 pessoas, ficou lotado por pessoas da sociedade civil, representantes de entidades dos governos estadual e municipal, parlamentares, magistrados e servidores. Todos discutindo sugestões para melhorar a prestação de serviços que o Poder Judiciário oferece aos cidadãos.

Foram 21 manifestações durante o evento. Entre elas, a da presidente da OAB em Várzea Grande, Flávia Moretti. Ela considera a oportunidade de falar diretamente com a gestão do Poder Judiciária uma abertura imprescindível. “A audiência pública é a forma mais cidadã, mais democrática. Muitas vezes, nós advogados somos quem recebe as reclamações e aqui estamos vendo o Judiciário ser o receptor destas mesmas interrogações. Isso só vai fazer o Poder se desenvolver”, avalia.

Sobre o tema adoção, a advogada destacou que o projeto Adoção na Passarela é lindo e foi destorcido. “Queremos que a sociedade volte o olhar para essas crianças que ficam escondidas. Elas só precisam de amor, carinho e uma família”, defende.

O deputado estadual Ulysses Moraes participou da audiência e parabenizou o Poder Judiciário pela iniciativa. Declarou apoio às ações do Poder Judiciário que dão visibilidades a crianças e adolescentes que aguardam por uma família em Casas Lares e se comprometeu a auxiliar na Assembleia Legislativa com o debate. “Este é um assunto que chama a atenção e precisamos estar dispostos a discutir”, resumiu.

O secretario adjunto de Estado de Relações Institucionais , Carlos Brito, enalteceu a abertura do Poder Judiciário para discutir o seu planejamento estratégico. “Em uma época em que falta recursos, estamos diante de uma demonstração de transparência. O Tribunal chama a sociedade e pergunta onde quer que seja investido em um processo voluntario e de muita simbologia”, afirma.

O juiz diretor do Fórum de Várzea Grande, Eduardo Calmon, anfitrião da audiência pública, avaliou o evento como um momento importante. “Do ponto de vista da democracia e conceitos republicanos, tivemos a participação popular e política. Muitos exerceram direito de voz. Tivemos a presença de quatro prefeitos, vários vereadores de todos os municípios envolvidos”, citou. “Esta união que contribui para fazermos um judiciário melhor e que atenda realmente os anseios da sociedade”.

Para o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha, o evento cumpriu seu objetivo. Ele destaca que todas as sugestões foram anotadas e os encaminhamentos irão subsidiar a elaboração do Plano Plurianual 2020-2023 (PPA) e do Planejamento Estratégico do Poder Judiciário 2021-2026. “É uma pena que aqueles que tanto criticam o evento sobre adoção tardia não tenham comparecido para sugerir melhorias, pois este é o fórum próprio para a sociedade contribuir para que possamos atender os anseios da sociedade”, afirmou o desembargador presidente.

A audiência contempla o Polo Judicial I, que engloba as comarcas de Cuiabá, Chapada dos Guimarães, Poconé, Santo Antônio do Leverger, Várzea Grande e Nova Brasilândia. Até o dia 30 de junho de 2020 outros municípios polos do Estado serão atendidos. A primeira ação ocorreu em Rondonópolis, em abril deste ano.

 

Por; Alcione dos Anjos

Coordenadoria de Comunicação do TJMT