Os professores  comandados do pelo Sintep, pede que o governador Mauro Mendes (DEM) cumpra com a lei que garante a dobra do poder de compra dos salários dos professores. A lei foi aprovada em 2013 ainda na gestão Silval Barbosa e previa ganhos reais anuais de 7,69% até 2022. Eles também pedem o cumprimento da Revisão Geral Anual (RGA).

Segundo o Secretário de fazenda Rogério Gallo afirmou que o Governo do Estado não tem condições de atender as reivindicações dos servidores da Educação que decidiram em assembleia geral entrar em greve geral na próxima segunda-feira (27).

Em coletiva á imprensa, nesta terça-feira (21), Rogério Gallo disse que se o Governo atender aos pedidos, estará sendo “populista” e atrasará os salários dos outros servidores em até um mês ou mais e ainda terá que aumentar os impostos.

Segundo Rogério o Governo não tem condição legal de fazer essa implantação. Não é uma questão de vontade. Não é querer, é não poder implementar esses aumentos. Não podemos, neste momento, tomar decisões populistas. Fazer isso seria colocar o salário do servidor com até um mês de atraso. Não tem sentido”, confirmou.

Vamos conversar com os servidores da Educação, com todo respeito, para demonstrar que é um problema de ordem legal, se repassar o aumento pedido pela classe do RGA, vamos colocar toda sociedade em prejuízo.

Se fser-mos isso os servidores passarão a receber com mais atraso, vamos ter que demitir servidores não estáveis e ter que aumentar a carga tributária. Acho que que a polução em  geral quer isso.

Argumenta Rogério Gallo para imprensa, que o Governo está com a folha salarial estourada. Conforme balanço do 1º quadrimestre de 2019, foram gastos 58,55% do orçamento com folha salarial. O limite máximo, estabelecido na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), é de 49%. Se caso o Governador Mauro Mendes decida atender aos pedidos, responderia por improbidade administrativa, de acordo com o secretário.

O Sintep, pede que o Governo faça um calendário para melhorar a infraestrutura das escolas, pague a lei da dobra do poder de compra, além de exigir a RGA, realização de concurso público e o não escalonamento da folha salarial.

 

 

Redação Cuiabahoje/ Foto; Reprodução