23/11/2018 – A Estação Ecológica da Serra das Araras, criada em 1982 por meio de decreto, é referência mundial pela grandiosidade de sua avifauna e foi inclusa na nova etapa do Projeto Bichos do Pantanal (Pantanal Wildlife Program), que teve início em agosto deste ano. A Estação é uma unidade de conservação brasileira de proteção integral à natureza, que fica nos municípios de Cáceres e Porto Estrela. O projeto é patrocinado pela Petrobras, por meio do Programa Petrobras Socioambiental, e atua desde agosto de 2013 em Mato Grosso, com foco em três pilares de ação: a conservação da biodiversidade, a educação ambiental e o desenvolvimento local.

Além da Serra das Araras, a Estação Ecológica Taiamã segue nesta edição como ponto de pesquisa do projeto. Em outubro deste ano, a Taiamã foi reconhecida como novo sítio Ramsar, de importância internacional, se tornando o 4º sítio Ramsar no Pantanal. O projeto também contempla a extensão do Rio Paraguai, no município de Cáceres.

O projeto Bichos do Pantanal tem como meta pesquisar e proteger espécies da fauna do Pantanal, com enfoque principal na Ariranha (Giant River Otter) Pteronura brasiliensis, (ameaçada – União Internacional para a Conservação da Natureza e vulnerável), na ictiofauna, nas várias espécies de aves que utilizam os rios como possibilidade de migração, alimentação, reprodução e/ou descanso.

Também fazem parte do foco os predadores que dependem do rio, como a onça-pintada (Panthera onca) (vulnerável e quase ameaçada de extinção), que vive às margens do rio Paraguai e é um excelente nadador. Vale ressaltar ainda ações para revigorar o programa de educação ambiental “Conhecer para Preservar – uma lição de vida”, com foco na conexão com a natureza, e o incentivo a um pacote de desenvolvimento da região.

De acordo com a diretora-executiva do Instituto Sustentar e coordenadora do Projeto Bichos do Pantanal, Jussara Utsch, a previsão é de que 10 mil pessoas sejam contempladas continuamente ao longo desta etapa e outras 60 mil em ações de sensibilização ou mobilização que vem sendo desenvolvidas. Nesta etapa, os pesquisadores e gestores do projeto estão focados ainda na revisão da estruturação e gestão da “Rede de Cooperação do Bichos do Pantanal” estabelecida na primeira etapa do projeto com as principais lideranças e parceiros e atuando para formação de novos líderes e multiplicadores. A Rede de Cooperação é um dos instrumentos para estimular o desenvolvimento local e a preservação ambiental.

“Entre todas as ações que vamos desenvolver é preciso destacar ainda a importância do projeto como difusor de informações sobre os impactos socioambientais no Bioma Pantanal através da Educação e Comunicação Ambiental, visando a sustentabilidade e apropriação do projeto em longo prazo, com a formação de multiplicadores. Para isso, temos realizado capacitação teórica e prática sobre taxonomia, famílias, espécies, ciclos ambientais com foco no Cerrado e Pantanal. Também temos como meta ampliar o Programa de Educação Ambiental – PEA nas escolas, realizado na primeira etapa do Projeto Bichos do Pantanal, além do trabalho com pescadores e barcos de pesca turística para abordagem sobre impactos socioambientais no pantanal”, afirma a diretora-executiva.

Especialista em fauna, especialmente aves, onças-pintadas e ariranhas, o pesquisador Douglas Trent tem se dedicado a catalogar as centenas de espécies de aves, incluindo espécies raras, endêmicas e especiais que usam os rios do Pantanal. Divulgador da vida silvestre brasileira com participação em vários documentários internacionais e reconhecimento como um dos maiores especialistas do Brasil em diversas publicações, como por exemplo na Forbes Magazine, como “Birdman of Brazil”, Trent aponta que, com os milhões de adeptos observadores de aves no mundo, incluir aves neste projeto pode ampliar o interesse para a prática do turismo de observação “Birdwatching” na região, contribuindo para a preservação das espécies e o desenvolvimento local.

 

Assessoria de imprensa do Projeto Bichos do Pantanal

Por : Karol Garcia