30/08/2018 – De acordo com a delegada titular da Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso (DEDMCI), Ana Paula de Faria Campos, no interrogatório do dia da prisão. “Ele alega inocência, diz que tudo é uma armação, que as pessoas estão querendo caluniá-lo, que ele só tentou ajudar”, disse.

Justino Ireno da Costa, de 53 anos, preso nesta terça-feira (28) por suspeita de estuprar meninos com idade entre seis e 14 anos, negou os crimes e afirma ser vítima de armação. Ele morava no bairro Jardim Mangabeira, em Várzea Grande, e se valia da condição de pastor evangélico para conquistar a confiança dos pais e das crianças e em seguida praticava atos sexuais com os menores.

As investigações apontavam que ele praticava sexo com as vítimas em troca de dinheiro, sempre pagando as quantias de R$ 20, R$ 25 e R$ 50  por “favores sexuais”‘. No entanto, à polícia ele nega que tenha pago pelos abusos e que dava o dinheiro para os meninos “por caridade”.

Até o dia de sua prisão, a Polícia Civil já havia identificado sete vítimas. Mas após a divulgação, uma oitava vítima compareceu à Delegacia para denunciá-lo.

A primeira denúncia apurada chegou ao conhecimento da Polícia Civil no mês de fevereiro deste ano. A mãe de duas das vítimas (6 e 10 anos) relatou que notou comportamento estranho nos filhos e ao indagar, um dos meninos revelou que ele e vários colegas foram molestados pelo pastor.

Nas oitivas, as vítimas também contaram que um adolescente era conhecido como o “namorado do pastor”. Ao ser ouvido, ele confessou que era estuprado pelo homem.

Justino se intitulava e também era conhecido pelos moradores da região como “pastor”. Na fachada de sua casa onde ele foi preso, em cumprimento de mandado de prisão temporária (30 dias), estava escrito “Casa de Oração”.

Fonte;Olhardireto