03/11/2018 –

este sábado, o Palmeiras passou sufoco, mas venceu o Santospor 3 a 2 no clássico paulista, no Allianz Parque, e abriu sete pontos de vantagem sobre o segundo colocado Flamengo, que ainda joga nesta rodada.

No primeiro tempo, foi um atropelo do Palmeiras. Para quem esperava um time cabisbaixo e desanimado pela eliminação na semifinal da Copa Libertadores, se surpreendeu e presenciou o poder de Luiz Felipe Scolari em transformar a frustração em ânimo.

Comandado por Dudu e com Thiago Santos fazendo uma partida inspirada, os donos da casa dominaram o clássico desde o início. E pelo lado direito, setor formado por duas incógnitas – Gustavo Scarpa, voltando a ser titular, e Jean, retornando após lesão e criticado pela torcida – a equipe abriu o placar.

Dudu comemora com Felipão o gol do Palmeiras contra o Santos, no Allianz Parque
Dudu comemora com Felipão o gol do Palmeiras contra o Santos, no Allianz Parque

Foto: GUILHERME RODRIGUES/FUTURA PRESS / Estadão Conteúdo

Aos 13 minutos, Weverton mostrou qualidade na saída de bola e abriu com Jean. O lateral avançou desde o campo de defesa e esperou o momento certo para fazer a enfiada para Borja, quando Gustavo Henrique desmontou a linha santista para sair na marcação. O colombiano girou e chutou forte, Vanderlei espalmou e Dudu empurrou para as redes.

Maior artilheiro do Allianz Parque (26), o “Baixola” se tornou com o tento sobre o rival, o maior goleador do Palmeiras neste século, igualando Vagner Love (54). Para animar ainda mais os palestrinos, todas as vezes que Dudu marcou na casa alviverde, o Verdão nunca perdeu. E a profecia se manteve.

Desorganizado em campo, o Santos teve apenas Derlis González e Gabriel buscando o jogo, mas com ambos apagados em campo. A falta de inspiração alvinegra se refletiu nos números: ao final do primeiro tempo, os visitantes terminaram com 58% de posse de bola, mas apenas uma finalização, já aos 43 minutos, quando já perdiam por 2 a 0.

Quatro minutos antes, com 39 jogados, a bagunça praiana apareceu também no sistema defensivo. Dudu cobrou escanteio para a área e Dodô, de 1,77m, não conseguiu impedir o cabeceio de Edu Dracena, 10cm mais alto que o lateral. Resultado: o camisa 3 mandou para as redes e anotou seu primeiro gol em 107 jogos pelo clube.

Edu Dracena celebra com os companheiros seu gol, o segundo do Palmeiras no jogo
Edu Dracena celebra com os companheiros seu gol, o segundo do Palmeiras no jogo

Foto: LUIS MOURA/WPP / Estadão Conteúdo

Cuca arruma o Santos, Peixe empate, mas Verdão vence com falha de Vanderlei

O Santos não se encontrava em capo, mas Cuca precisou de apenas 15 minutos para arrumar sua equipe. O treinador voltou do intervalo com Bryan Ruíz e Copete nas vagas de Alison e Rodrygo, o suficiente para voltar a criar. E com apenas dois jogados, o Peixe já criou mais do que nos 45 iniciais e quase descontou com Derlis González.

O jogo ficou aberto e o Palmeiras teve oportunidades de matar o clássico com Dudu, que levou azar na conclusão, e Gustavo Scarpa, que quase anotou um golaço no ângulo. Após as chances perdidas, porém, o Palestra foi punido.

Aos nove, Dodô levantou na área e, após desvio, Edu Dracena tentou um chutão, mas espanou. A bola sobrou para Copete, que estava em posição de impedimento, mas o desvio errado do palmeirense anulou a condição irregular do colombiano, que mandou no ângulo de Weverton.

Todo o nervosismo esperado pelos mandantes apareceu com o primeiro gol santista. O Peixe passou a dominar a partida e chegou ao empate aos 19 minutos. Copete cruzou, Edu Dracena foi mal de novo, em disputa com Derlis González e a bola sobrou para Dodô, que chutou por baixo de Weverton na saída do goleiro.

Diego Pituca, do Santos, é expulso durante a partida
Diego Pituca, do Santos, é expulso durante a partida

Foto: MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA / Estadão Conteúdo

O jogo era outro em relação ao primeiro tempo e o nervosismo era palpável nos mais de 38 mil presentes no Allianz Parque, incluindo os 11 vestindo verde no gramado. Sofrendo muito com os avanços de Copete e Dodô, Felipão deslocou Thiago Santos para a lateral direita, abriu Jean pelo mesmo lado do ataque, e sacou Lucas Lima para a entrada de Felipe Melo, deixando Gustavo Scarpa centralizado.

A alteração não foi positiva para o líder do Campeonato Brasileiro, que perdeu o controle do jogo. Mas a sorte sorriu para o time alviverde. Aos 25 minutos, Victor Luis cobrou falta com força, a bola tocou nas costas de Derlis González e foi no canto. Mesmo com o desvio, Vanderlei chegou bem na bola, mas falhou e permitiu o gol da vitória palmeirense.

Com o Palmeiras de novo na frente, Felipão teve a percepção de fazer uma nova mudança para acertar a equipe e tirou Jean para a entrada de Guerra. No Santos, Cuca também mexeu e colocou Bruno Henrique na vaga de Derlis González.

A situação do Santos piorou na reta final com a expulsão de Diego Pituca, que levou o segundo cartão amarelo. Mesmo assim, o Peixe se lançou ao ataque para o tudo ou nada e chegou a pressionar com bolas levantas na área pelo novo empate, mas terminou o clássico derrotado.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS 3 x 2 SANTOS

Data: 03 de novembro de 2018, sábado

Local: Allianz Parque, em São Paulo-SP

Horário: 19 horas (de Brasília)

Árbitro: Braulio Machado

Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa) e Neuza Ines Back (Fifa)

Público e renda: 38.938/R$ 2.723.126,86

Cartões amarelos: PALMEIRAS: Edu Dracena, Dudu Lucas Lima. SANTOS: Diego Pituca, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Derlis González e Gabriel.

Cartão vermelho: Diego Pituca

GOLS:

Palmeiras: Dudu e Edu Dracena, aos 13 e 39 minutos do 1T; Victor Luis, aos 25 do 2T;

Santos: Copete e Dodô, aos 9 e 19 minutos do 2T.

PALMEIRAS: Weverton; Jean (Guerra), Antônio Carlos, Edu Dracena e Victor Luis; Thiago Santos, Bruno Henrique e Lucas Lima (Felipe Melo); Gustavo Scarpa, Dudu e Borja (Deyverson)

Técnico: Felipão

SANTOS: Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Dodô; Alison (Bryan Ruiz), Diego Pituca e Sánchez; Rodrygo (Copete), Derlis González (Bruno Henrique) e Gabriel

Técnico: Cuca

 

Por; Bruno Calió e Lucas Musetti / Foto: MARCELO MACHADO DE MELO/FOTOARENA / Estadão Conteúdo