Dois grupos importantes ligados ao agronegócio declararam apoio à reforma da Previdência nesta semana. A Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) se mostraram favoráveis a aprovação do texto. Atualmente, o projeto coloca idade mínima de aposentadoria em 60 anos para homens e mulheres, com contribuição de 20 anos. Quem vai nos dar mais detalhes sobre esse apoio e a reforma no setor é Carla Mendes, jornalista do Notícias Agrícolas. Bem-vinda, Carla.

“Realmente, as duas frentes mais importantes do agronegócio brasileiro, que são a Frente Parlamentar da Agropecuária que atua no Congresso Nacional, bem como a CNA, que reúne as instituições ligadas ao agronegócio, elas se posicionaram a favor da reforma da Previdência e realmente podem ajudar essa tramitação mais rápida. Sabemos hoje que há muitos pontos da nossa economia, além da questão política, ligados intimamente a essa questão da Previdência. No agronegócio não é diferente. Segundo o presidente da FPA, deputado Alceu Moreira, há possíveis discordâncias no texto enviado pelo Governo Federal ao Congresso, principalmente no setor rural, como os benefícios à prestação continuada e a idade mínima para aposentadoria. Ainda assim, defende que essas discordâncias sejam alinhadas o quanto antes para que a reforma passe pelas duas casas do Congresso, seja aprovada e comece a trazer resultados efetivos que ajudem a destravar nossa economia.”

Ainda na questão política, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, marcou para o dia 10 de abril uma reunião com 51 embaixadores de países árabes para reforçar a intenção do Brasil em manter relações comerciais com estes países. A reunião é uma medida diplomática que ameniza o mal-estar criado após o presidente Jair Bolsonaro visitar Israel e afirmar que abrirá um escritório de negócios em Jerusalém. Qual a importância dos países árabes para as relações comerciais do agro brasileiro, Carla?

“A relação do Brasil com o mundo árabe é de grande importância para o agronegócio brasileiro, além de parceiro de longa data. A indústria de carne tem no Oriente Médio um dos seus principais e maiores clientes, e nós somos um importante competidor no segmento Halal, ou seja, aquele que produz a carne de acordo com os preceitos da religião muçulmana. Dessa forma, é importante que a gente mantenha essa boa comunicação e relações com os árabes, porque hoje o Brasil é o maior produtor e exportador de frango Halal do mundo.”

 

 

Por; Raphael Costa

Agência Rádio Brasil