04/12/2018 – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Edson Fachin acatou o pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, e determinou a instauração de uma  “petição autônoma” para analisar especificamente as acusações de caixa 2 feitas por delatores da JBS a dez parlamentares, entre eles o então deputado federal e hoje senador por Mato Grosso, Wellington Fagundes (PR).

As informações são do Jornal O Estado de São Paulo desta terça-feira (04),sendo que, de acordo com a planilha do Grupo JBS, o republicado teria recebido R$ 519 mil no dia 5 de setembro de 2014, tendo ficado com um “saldo” de R$ 695 mil naquele dia. Ainda segundo o documento, o então candidato ao Senado, teria sacado R$ 300 mil, deixando R$ 395 mil na conta.

Dodge solicitou a separação dos trechos em que são citados os deputados e senadores à época dos fatos narrados, que seguirão com prerrogativa de foro em 2019. Eles serão alvo de procedimentos semelhantes, que podem resultar na abertura de inquérito ou formulação de denúncia.

Além de Wellington, o pedido inclui o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM-RS), que comanda a transição do governo Jair Bolsonaro (PSL), bem como Paulo Teixeira (PT-SP), Alceu Moreira (MDB-RS), Jeronimo Goergen (PP-RS), Zé Silva (SD-MG), Marcelo Castro (MDB-PI), Ciro Nogueira (PP-PI), Renan Calheiros (MDB-AL) e Eduardo Braga (MDB-AM).

À época, Wellington Fagundes afirmou que as doações de campanha que recebeu do grupo JBS foram feitas por meio da direção nacional do partido, contabilizadas e registradas na Justiça Eleitoral. Afirmou, ainda, que suas contas de campanha foram aprovadas sem restrição. Foto; Reprodução