O ex-deputado estadual José Geraldo Riva (sem partido) foi condenado a 18 anos e sete meses de prisão em regime fechado, pelo juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminalde  de Cuiabá e devolver aos cofres públicos, a quantia de R$ 8,8 milhões por crimes investigados na Operação Arca de Noé.

A decisão do magistrado é do dia 29 de março, mas foi incluída no sistema do Tribunal de Justiça apenas na sexta-feira (12). Conforme a ação, a condenação é resultante de quatro ações propostas pelo Ministério Público do Estado (MPE), em 2010. Uma das ações está em segredo de justiça.

Ao analisar cada caso, o magistrado julgou parcialmente procedente a denúncia formulada pelo MPE, considerando que Riva fez de sua vida política “um meio de locupletamento ilícito, usando da coisa pública como se fosse sua, praticando os desvios em favor próprio ou de terceiros”.

Ainda no processo em decisão, o juiz citou sua “personalidade com forte inclinação à prática de ilícitos penais, tratando com total descaso o seu dever público, praticando vários crimes por ganância, ambição, mostrando-se uma pessoa dissimulada”.

A culpabilidade do acusado José Geraldo Riva é altíssima, pois na condição de gestor da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso, aproveitou-se do apoio e boa-fé da população que o elegeu, optando por agir contra a sociedade e contra a Administração Pública, valendo-se da posição privilegiada de Presidente do Poder Legislativo que possuía para engendrar ardiloso esquema a fim de saquear os cofres públicos, garantindo assim, vultosas quantias ilícitas para si ou para terceiros, revelando intenso dolo de agir, inclusive premeditação nas condutas criminosas”, diz trecho da decisão do juiz Jorge Luiz Tadeu Rodrigues, da 7ª Vara Criminal.

Somente pela “Operação Arca de Noé”, Riva responde a 80 processos. Como a pena máxima para as acusações contra ele (naquelas ações) são de 12 anos, o ex-parlamentar pode pegar até 960 anos de reclusão, um caso raro à nível nacional.

 

 

Redação cuiabahoje

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