28/02/2017 – A movimentação dos partidos de oposição, antecipando a discussão sobre o pleito de 2018, serviu ao menos para chacoalhar a base aliada do governador José Pedro Taques (PSDB), pouco afeita às reuniões partidárias e palpites políticos. E, na rearticulação da base aliada, o vice-governador Carlos Fávaro, presidente regional do PSD, e o deputado federal Fábio Garcia, presidente do PSB, tiveram participação decisiva na reformatação que atraiu 13 partidos para se reunirem, há poucos dias, no Diretório do PSDB, bairro Santa Rosa, em Cuiabá.

A decisão do grupo é de que, a  partir de abril, as reuniões dos partidos aliados passem a ocorrer mensalmente. “Não vamos nos dispersar. Estaremos sempre conversando”, definiu Garcia.

No contra-golpe da aliança governista, Fávaro, Garcia e o presidente regional do PSDB, deputado federal Nilson Leitão, assumiram a responsabilidade de não permitir que os presidentes do PMDB, Carlos Bezerra, e do PR, Wellington Fagundes, continuassem a ‘nadar de braçada’, no processo pré-eleitoral.  “Sem dúvida, estamos buscando fazer o melhor na governança de Mato Grosso. Então, eleições e candidaturas serão discutidas em 2018”, observou Fávaro.

“A certeza é que estamos juntos para fazer o melhor pelo Estado e cumprir os compromissos que fizemos em 2014 com a população. Feito isso, lógico, nos credencia esse grupo a disputar a reeleição e o governador Pedro Taques a pleitear novo mandato. Todavia, o momento não é de discutir [eleição] e, sim, de trabalhar”, sintetizou o vice-governador, para a reportagem do Olhar Direto.

A articulação reuniu dirigentes PSDB, PSD, DEM, PSC, PSB, PRB, SD, PPS, PMN, PRN, PSDC, PSC e PRTB.  A direção do Partido Verde avisou que está dentro.

Espaço na majoritária
Nos bastidores, já se iniciou na base aliada uma batalha por espaço na chapa majoritária, em caso de candidatura à reeleição do governador Pedro Taques. Estão na articulação, em busca de espaço, PSDB, PSB, DEM e PSD, além do PP do ministro da Agricultura, senador Blairo Maggi.

Partindo da premissa de que Taques deve disputar a reeleição,  a vice-governadoria e o Senado é que estão na ordem do dia. Aliás, todo o grupo político considera natural a candidatura de Taques à reeleição.

Para o Senado, a briga está mais acirrada. Caso Maggi saia à reeleição na chapa de Taques, sobrará somente uma vaga para quatro: PSDB, DEM, PSD e PSB.

“É legitima a presença dos partidos aliados como PSB, PSDB, PSD e Democratas e todos os outros na majoritária, mas vamos discutir política em 2018”, reforçou Fávaro. “A base tem mais de 100 prefeitos, ampla maioria na Assembleia e na bancada de Mato Grosso, no Congresso Nacional. No momento certo, vamos fazer essa discussão”, justificou o vice-governador.

Caros Fávaro entende que a oposição está no “papel dela” em  antecipar o debate eleitoral de 2018. Ele entende que a base governista deve concentrar esforços em governar o Estado da melhor maneira possível, como tem feito até o momento.

 

Por; Ronaldo Pacheco