30/11/2018 – “Queremos que o estado passe a implementar o Plano de Suprimento Sustentável (PSS) integrado ao licenciamento ambiental que está parado na Assembleia Legislativa. A associação tem lutado há anos por isso”, afirmou o engenheiro florestal e diretor da Associação de Reflorestadores de Mato Grosso (Arefloresta), Haroldo Klein, durante o Workshop Técnico – Política Florestal de Mato Grosso: Diálogos sobre o PLC 45/2014.

 

Segundo ele, as forças econômicas contrárias à nova Legislação Ambiental têm gerado entraves que afetam todas as áreas. “O debate é longo e cansativo. Precisamos de decisões mais técnicas”. Haroldo defendeu a aprovação rápida do PSS que permitirá a expansão do setor de floresta plantada no estado, visando o abastecimento de grandes empresas que utilizam a matéria-prima florestal como fonte de energia.

 

O evento realizado na tarde desta quarta-feira (28), no auditório da Faculdade de Engenharia Florestal da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), trouxe à tona a necessidade de agilidade na aprovação da nova legislação que moderniza a política florestal no estado, envolvendo a proteção da vegetação nativa e normas específicas e suplementares sobre o Programa de Regularização Ambiental.

 

Participaram do debate representantes da indústria, associações, Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), além de estudantes de graduação, pós-graduação, profissionais, empreendedores e pesquisadores.

 

O coordenador de Conservação e Restauração de Ecossistemas da Sema, Marcos Antônio Camargo Ferreira, lembrou que Mato Grosso ficou de fazer uma adequação da norma de 2005 para a norma de 2012 do Código Florestal, por meio de um projeto de Lei Complementar que substituiria a atual Política Florestal de Mato Grosso.

 

“Fizemos uma análise da legislação em questão para saber qual o impacto da atualização destas normativas hoje, e descobrimos uma substitutiva integral com 16 propostas de emenda. Resolvemos retomar e entender o que está acontecendo. A ideia é envolver os técnicos que trabalham no dia a dia com florestas para que tenhamos uma política mais próxima ao que o setor florestal precisa”.

 

Para o engenheiro florestal, presidente da Associação Mato-Grossense dos Engenheiros Florestais (AMEF-MT), Benedito Almeida, é preciso tirar o plano da gaveta e trazer para discussão, a fim de estabelecer um cronograma de ações e, por conseguinte, a publicação. “A ideia é que quando a Política Florestal for publicada ela tenha clareza e tire a questão da insegurança jurídica. Hoje está tudo vago. Se a gente não colocar limite vamos entrar 2019 e 2020 sem uma definição”.

 

O estudante Gabriel Valadares Caldeira, engenheiro ambiental, estudante pós-graduação em Ciências Florestais e Ambientais, participou do debate como ouvinte. “O mais importante é esse encontro de vários segmentos dentro de um ambiente acadêmico, que é um espaço neutro, onde esse tipo de conversa precisa acontecer”.

 

Por; Cairo Lustoza