Profissionais da enfermagem da rede pública de Cuiabá deram início, na manhã desta segunda-feira (29), a uma greve por tempo indeterminado. Os profissionais alegam que a prefeitura se recusou a implantar plano de cargos e carreiras, protestam contra a superlotação das unidades de saúde da capital e pedem a convocação dos aprovados no concurso público de 2012. A última greve da categoria ocorreu em dezembro de 2015 e durou três dias.

A prefeitura de Cuiabá ainda não se posicionou sobre a greve. Os enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem somam aproximadamente 2 mil pessoas. Devem ser afetados os atendimentos no Pronto-Socorro, nas policlínicas e na UPA (Unidade de Pronto Atendimento).

A rede pública tem aproximadamente 900 enfermeiros concursados e 1,1 mil contratados. O salário-base para carga horária de 40 horas semanais é de R$ 1,2 mil para os técnicos de enfermagem, R$ 1,9 mil para os enfermeiros e R$ 1,5 mil para os auxiliares de enfermagem.
A categoria pede que sejam convocados os aprovados no concurso de 2012 até o dia 16 de abril deste ano, que seria o prazo final para que isso ocorra. Em relação ao plano de carreiras, o sindicato que representa a categoria (Sinpen/MT), informou que o projeto foi elaborado em 2014 e foi autorizado somente para os trabalhadores dos servidores públicos municipais.

O PCCS chegou a ser negociado em outubro de 2015 entre prefeitura e sindicato realizaram negociação em outubro de 2015, mas o plano ainda não foi aprovado. O Poder Executivo Municipal sugeriu que fosse apresentada uma contraproposta, o que não teria ocorrido.
A decisão pela greve desta segunda-feira (29) foi tomada após reunião entre os profissionais da enfermagem e representantes da prefeitura, na última quinta-feira (24), depois do sindicato ter sido informado de que não haveria interesse em implantar o PCCS porque a categoria já teria recebido aumento.

Em julho de 2015, os profissionais da enfermagem ganharam na Justiça o direito de receber aumento de 5% mais o reajuste do INPC (Índice Nacional de Preços) até 2019. Entretanto, os trabalhadores dizem que o salário é muito baixo e que esse reajuste não foi suficiente.